Autor: sofia.rustrian@goldenwm.pt

Taxas de juro em alta pressionam os mercados financeiros em setembro

A política monetária e o comportamento das taxas de juro estiveram em destaque durante o mês de setembro e influenciaram significativamente os mercados financeiros. 

Vários bancos centrais subiram taxas de juro, destacando-se, naturalmente, o Banco Central Europeu e a Reserva Federal dos EUA. Em ambos os casos, os juros de referência subiram 25 pontos base, com boa probabilidade de continuidade do ciclo de aperto monetário.

A dívida soberana esteve sob pressão, refletindo-se em taxas de juro historicamente altas. As taxas a 10 anos nos EUA atingiram máximos de 2007 a 5,30% e Alemanha em máximos de 2008 a 3,65%. Tem tido especial destaque a subida de yields em França, neste caso para 4,86%, e sobretudo o alargamento do spread face à Alemanha.

Nas ações, apesar de uma correção ligeira em setembro, o trimestre voltou a ser positivo para os EUA. O S&P 500 registou o segundo trimestre consecutivo de ganhos, com a queda de setembro a ser reduzida face à valorização acumulada ao longo de 2026.

A subida dos preços da energia continuou a ter impacto no resto dos mercados. A guerra no Médio Oriente e as restrições na oferta de combustíveis estão a fomentar os receios de inflação e de taxas de juro mais altas durante mais tempo.

O dólar valorizou de forma generalizada, em parte devido à expectativa de taxas de juro mais altas. O Eur/Usd recuou até $1,1310, mínimos de 16 meses, com receios quanto à situação da dívida pública francesa.

Detalhe por classes de ativos:

Obrigações:

Mercado Acionista:

Commodities:

Mercado Cambial:

O mês de setembro reforçou a importância da política monetária na evolução dos mercados financeiros. Num contexto de taxas de juro elevadas e maior incerteza económica, a atenção dos investidores continuará centrada nas decisões dos bancos centrais e nas perspetivas para a inflação.