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Asset Management

Enquanto investidor, sabe qual o seu verdadeiro nível de exposição?

4 minutos de leitura

26/02/19

A globalização não tem fim à vista. As crianças no Japão, Alemanha e EUA desfrutam dos mesmos jogos de consola, enquanto que empresários russos e australianos comem massas italianas e teriyaki japonês. Nos mercados financeiros, este movimento replica-se com a mesma intensidade. De um modo geral, acaba por ser complexo encontrar um fundo de investimento que, através das suas alocações, não esteja exposto aos mercados globais. Cada vez mais, as empresas vendem os seus produtos em diversas geografias. Ou seja, a região onde estas estão sediadas não é sinónimo de exclusiva fonte de receita.   De acordo com a Morningstar, empresa independente de análise de investimentos, cerca de 60% das receitas das empresas pertencentes ao índice americano S&P 500 são provenientes dos Estados Unidos da América (E.U.A). Como resultado, um investidor americano detentor do SPDR® S&P 500 ETF (SPY) tem uma exposição de 40% aos mercados internacionais. Sem surpresa, este comportamento é evidenciado noutros países.   No Japão, através do índice Nikkei 400, e na Austrália, por intermédio do índice S&P/ASX 200, 59% e 58% das receitas, respetivamente, são oriundas do mercado interno. Já na Alemanha, representada pelo DAX 30, a percentagem de receitas geradas internamente correspondem a apenas 20%! Por outras palavras, 80% das poupanças de um investidor alemão no índice está dependente da evolução da economia de outros países. A desagregação destas componentes é fundamental para se perceber a real exposição dos clientes, especialmente quando um dos fatores de posicionamento da Golden está diretamente relacionado com este indicador.   Adicionalmente, também nas moedas existe uma tendência para o foco na moeda do país onde uma empresa está sediada ou da bolsa onde está cotada. A título de exemplo, suponhamos um fundo em que 60% dos seus ativos está investido em empresas sediadas na Zona Euro. Fará sentido questionar o impacto que movimentações do euro face às outras divisas terão no retorno do fundo? Se pensarmos bem, a resposta não é tão direta como se possa pensar. A exposição a determinadas moedas não é delineado pelo local onde está a sede ou em que moeda está cotado em bolsa, mas sim pela sua componente principal: as receitas. A Philip Morris, empresa multinacional produtora de tabaco e seus derivados, está sediada nos E.U.A e cotada em Nova Iorque, porém, não tem qualquer faturação nos E.U.A. A Nestlé, empresa multinacional no setor de alimentos e bebidas, está sediada na Suiça, mas só 1% das receitas são oriundas desse país, isto é, praticamente nenhuma exposição ao franco suíço, apesar de estar cotado nessa mesma moeda. Aliás, no caso da Nestlé, a exposição à rupia Indiana já é relativamente elevada.     Caso Ferrari Na tabela abaixo, mostramos mais um exemplo: a Ferrari. Como se observa no relatório anual de 2017, a empresa apenas vendia 10% dos seus automóveis no Reino Unido. Ora, uma exposição moderada à libra esterlina. O peso total da Alemanha, Itália e França, já denota uma exposição ao euro superior a 17% (excluindo outros países da zona euro em “Other EMEA”). Se prosseguíssemos com os cálculos, chegaríamos à conclusão de que o número de divisas que afetam a performance é tão elevada que a variação de umas acaba por anular a variação das outras, criando-se, desta maneira, uma “proteção natural”.     Por fim, quer seja na componente de receitas, quer seja na componente do mercado cambial, é necessário uma análise cuidada às operações das empresas para se entender efetivamente quais os verdadeiros riscos do negócio. A incorporação de todos estes fatores é aquilo que deve ser analisado nas tomadas de decisão e contribuir assim para um verdadeiro nível de diversificação e, consequentemente, na definição do correto grau de exposição presente nas carteiras dos nossos clientes.

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Value vs Growth: O Dilema dos Investidores!

8 minutos de leitura

25/01/19

Um objetivo, dois caminhos. O dilema dos investidores!   Entre os mais reputados investidores encontramos uma clara divisão, entre os que apregoam o investimento em empresas de qualidade e aqueles que apregoam o investimento em empresas subavaliadas (“baratas”). Esta discussão assemelha-se, no contexto dos mercados financeiros, à discussão sobre qual é o melhor jogador do mundo, Messi ou Ronaldo. Neste artigo, pretendo debruçar-me sobre esta temática para tentar esclarecer as semelhanças e as diferenças entre as duas filosofias que dominam os mercados acionistas.   Como entusiasta por mercados financeiros, e ávido por aprender a ser cada vez melhor investidor, tentei aprender com os melhores. O meu primeiro contacto com os mercados financeiros, em concreto com o mercado acionistas, ocorreu ainda no meu tempo de aluno universitário.   A descoberta deste mundo foi para mim algo extremamente aliciante e, como é óbvio a possibilidade de ganhar dinheiro sem aparentemente ter que fazer nada foi o que mais me cativou. Imaginar que aplicando bem as minhas parcas poupanças, poderia duplicar ou quem sabe até triplicar o seu valor, foi algo que introduziu em mim o gosto por este mundo. Apercebi-me nesse momento que o mais racional a fazer com as minhas poupanças passava por investir e não por aplicar num simples Depósito a Prazo.   A pergunta “fácil” à qual eu teria que responder seria: Qual a melhor forma de investir o meu dinheiro?   A vontade de investir/ganhar dinheiro era tal que eu de forma autodidata resolvi ler tudo sobre a temática dos mercados acionistas. Desta forma, imediatamente deparei-me com duas repostas distintas para a minha pergunta.   A primeira resposta de como investir, surgiu com a descoberta da análise técnica. Não sendo o cerne do quero retratar neste artigo, vou resumir este estilo de investimento como a forma de usar a análise de gráficos para basear os investimentos. Por vários motivos, entre eles, parece-me demasiado simplista e pouco racional usar apenas o gráfico da cotação para investir as minhas preciosas poupanças, optei por não seguir este estilo de investimento   A segunda forma de investir e com a qual me identifiquei por completo foi a de investir usando a análise fundamental. A análise fundamental, ao contrário da análise técnica, baseia o investimento numa análise rigorosa da empresa, do setor e da economia como forma de identificar os melhores investimentos.     Desta forma, respondi à minha pergunta inicial. A melhor forma de investir passa por usar a análise fundamental para selecionar os meus investimentos. Embora simples, a análise fundamental é tudo menos fácil, revela uma enorme abrangência e necessita de um estudo aprofundado sobre várias temáticas para determinar a qualidade de cada um dos investimentos.   Mergulhado dentro da minha convicção de que tinha encontrado a forma certa para investir, e que com a análise fundamental iria "facilmente" obter rentabilidades positivas e até superiores ao mercado, deparei-me com a realidade. Em primeiro lugar, aprendi que bater o mercado é uma tarefa hercúlea e que implica imenso trabalho. Morreu desta forma a ilusão que nos mercados financeiros conseguiria ganhar dinheiro de forma fácil. Em segundo lugar, deparei-me com dois estilos de investimento que usam a análise fundamental como base, mas que eram aparentemente opostas, o que para um estilo era bom para o outro era um mau investimento.   Aqui chegamos ao cerne do artigo. Tal como no futebol, em que existe os treinadores que adotam uma filosofia de posse de bola, temos outros que adotam um estilo de jogo mais vertical, de ataques rápidos. Nos mercados financeiros existem também duas formas aparentemente opostas de investir, mesmo usando a mesma base (análise fundamental) para os seus investimentos.   Estilo Growth versus Estilo Value   A filosofia Growth consiste em investir em empresas que apresentam taxas de crescimento de vendas e resultados superiores ao mercado, por norma estas empresas apresentam PERs (rácio preço/lucro) superiores à média de mercado.   Por seu lado, a filosofia Value consiste em comprar ativos subavaliados pelo mercado, por norma os praticantes deste estilo compram empresas com PERs (rácio preço/lucro) inferiores ao mercado.   Invariavelmente investidores com filosofias de investimento díspar vão optar por empresas completamente diferentes. Pode desta forma as duas filosofias de investimento estarem corretas? Será que existe uma melhor do que a outra?     Para responder a estas duas perguntas gostaria de usar os três princípios de investimento de um fundo de ações, que segue o estilo Growth (Fundsmith), gerido por um dos melhores gestores de ações do mundo, Terry Smith.   Os três princípios de investimento do Fundsmith são: Comprar bons negócios Não pagar demasiado por eles Não fazer nada     Estes princípios e sobretudo a capacidade de os aplicar tem permitido aos investidores deste fundo lograr rentabilidades extraordinárias. Desde de dezembro de 2011, valoriza 232%, neste mesmo período, o seu benchmark valoriza “apenas” 145.75%.   Gráfico da performance do Fundsmith últimos 5 anos:   Este exemplo do Fundsmith é um de vários que permite perceber que a filosofia Growth quando bem executada é geradora de retornos impressionantes.   Podemos concluir, que a filosofia Growth funciona! mas o que é que realmente diferencia esta forma de investir do Value? Será que o investidor Value gosta de maus negócios? Gosta de comprar caro? Será que gosta de trabalhar mais?   A minha resposta é muito simples, o que diferencia estas duas filosofias de investimento não são os princípios, mas o peso de cada um deles.   Os princípios de um investidor Value seriam: 1 - Comprar barato (semelhante a não pagar demasiado). 2 - Comprar bons negócios 3 - Ter paciência para que o mercado reconheça o valor real do negócio (semelhante a não fazer nada).   A grande diferença está então no que é mais importante para cada um. Para um seguidor da escola Value o mais importante é comprar barato, ou seja, comprar ativos onde o valor de mercado é inferior ao seu valor intrínseco (ativos subavaliados pelo mercado). Para um praticante da escola Growth o mais importante não é comprar barato, mas sim comprar bons negócios (lucro crescente, margens elevadas e vantagens competitivas sustentáveis).   Definimos a grande diferença entre as duas filosofias de investimento que disputam a hegemonia dos mercados acionistas, mas ainda não respondemos à pergunta:   Que filosofia devemos adotar para obter as melhores rentabilidades? No presente a resposta parece fácil! A resposta seria o estilo Growth, e que o estilo de investimento mais correto é acima de tudo comprar bons negócios e não comprar barato. O racional desta filosofia, é que se compramos bons negócios mesmo quando o preço é aparentemente caro, vamos imaginar pagar um PER de 40 (o PER é quantas vezes vale a empresa em função do seu lucro atual), sendo um bom negócio em 5 anos pode multiplica o lucro por 5, neste cenário o que estamos a pagar é um PER de 8, pelo que, podemos concluir que comprar qualidade é na realidade comprar barato.   A outperformance recente do estilo Growth é demonstrado no gráfico em baixo:   O estilo de gestão Growth está a fazer outperformance em relação ao estilo de gestão “Value” há mais de 10 anos (o maior ciclo de sempre). No entanto, apesar de nos últimos anos os praticantes do estilo Value, com vários exemplos sonantes, como Francisco Garcia Parámes (um dos gestores estrela do estilo Value), que nos últimos 2 anos tem o seu principal fundo (Cobas Internacional FI) com uma rentabilidade negativa de 21%, que compara com a rentabilidade do Fundsmith (estilo Growth) no mesmo período de +38%, estarem a fazer underperformance face ao benchmark, não acredito que a filosofia fundada por Benjamin Graham e que obteve tanto sucesso no passado não seja nos dias de hoje capaz de gerar retornos superiores ao mercado, até porque o seu racional faz sentido hoje como fazia em 1949 quando foi lançado o livro “The Intelligent Investor”, criando desta forma a escola do investimento em valor.   Como também é visível no gráfico existe períodos de underperformance de ambos os estilos, e apesar de no presente ser o Value apresentar uma performance pior (de longe), no longo prazo este é o estilo de investimento que tem gerado as melhores performances (o Value tem as melhores performances, em termos relativos, nos momentos de correção dos mercados acionistas).   Pelo que, a resposta à pergunta “qual é a melhor filosofia” não é fácil, e será sempre subjetiva, é como a resposta para o melhor jogador do mundo. Acredito que a escolha do estilo de investimento depende da personalidade de cada um, já que, para ser um exímio praticante do Value é necessário o investidor sentir- se confortável em estar isolado e contra a opinião generalizada dos mercados. Importa relembrar que esta filosofia consiste em comprar “barato”, pelo que, o investidor deve comprar os negócios que ninguém quer, por outro lado para ser um bom investidor Growth é necessário ser mais metódico e ter uma enorme disciplina.   Em conclusão, ambas as filosofias são merecedoras de admiração, e o que define o sucesso de qualquer investidor não é a escolha da filosofia de investimento que o gestor aplica, mas sim a sua capacidade de ser exímio na implementação dessa mesma filosofia.

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The Role of Portfolio Rebalancing - determinante para o sucesso dos investimentos

4 minutos de leitura

16/01/19

“The Role of Portfolio Rebalancing” – Porque rebalancear de forma regular e correta o portfólio é determinante para a sucesso dos investimentos!   Muitos investidores dedicam um grande esforço para decidir quais investimentos são adequados às suas necessidades, dedicando horas à análise de ideias de investimento, a assistir nos media a programas da especialidade, a ler uma miríade de publicações e a conversar com amigos ou com profissionais da área financeira. Mas, geralmente, ignoram um dos aspetos mais importantes na gestão de um portfólio de investimentos: o seu regular reequilíbrio.   O que é que isso significa exatamente e quais são os benefícios do reequilíbrio de portfólio?   Não será despiciendo referir que um dos determinantes do sucesso no investimento é ser disciplinado, paciente e perseverante. Historicamente, já evidenciamos que os investidores que são pacientes, num horizonte temporal mais alargado, obtêm retornos bastante positivos. Contudo, o percurso não é linear e os investidores enfrentarão sempre ao longo dessa longa jornada períodos mais difíceis, turbulentos, repletos de incertezas e volatilidade. Uma abordagem indisciplinada, com deliberações precipitadas e emocionais resulta, em média, em decisões de gestão de pior qualidade, em especial em períodos de queda dos mercados e, por isso, dificilmente obtêm benefícios destas situações.   Rebalancear de forma regular e correta o portfólio potencia os retornos desse portfolio e, simultaneamente, diminui o risco de perdas (o downside), melhorando a experiência do investidor.   Simplificando, o ato de reequilibrar garante que o portfólio permanece dentro de sua alocação desejada ao longo do tempo. Isso é necessário porque o valor relativo dos diferentes ativos que compõe a carteira de investimento naturalmente altera-se ao longo do tempo e, consequentemente, o relacionamento percentual entre eles é também alterado como resultado. A prática de rebalanceamento garante que o seu portfólio se mantém no curso desejado.       Na teoria um investidor bem-sucedido deveria comprar determinado instrumento financeiro a um preço “baixo” e vendê-lo a um preço “alto” (“buy low… sell high!”). Esta estratégia parece simples, mas é extremamente difícil de implementar! Mas o rebalanceamento efetivamente implementa esta estratégia ao apostar no fenómeno de “reversão para a média”. O fenómeno de reversão para média sugere que os preços dos ativos retomam, mais cedo ou mais tarde, ao seu valor médio. Com alguma certeza, se um ativo se encontra durante anos com performance acima da média existe uma probabilidade alta de reverter essa tendência e experienciar um período de underperformance. O mesmo pode acontecer com ativos que são subavaliados.   E, na prática, rebalancear um portfólio implica vender os ativos que registam uma outperformance e que, por esse motivo, excedem a alocação inicial e, por contrapartida, reforçar posições que registem uma underperformance e, desse modo, estejam abaixo da percentagem delineada. Inconscientemente, o investidor está a materializar um “buy low and sell high” e, ao mesmo tempo, evitar que certas posições aumentem o risco total da carteira.     A definição do Asset Allocation vai permitir definir a frequência e quais as operações de rebalanceamento necessárias, conforme o mix definido entre as diferentes classes de ativos e os limites impostos para cada classe. Idealmente, há que definir limites máximos e mínimos para cada classe de ativo e uma “banda de flutuação”. Isto porque obviamente, há que ter em consideração a dimensão das variações! Rebalancear com demasiada frequência implica um acréscimo de custos que, por vezes, podem não compensar a dimensão do ajuste. De facto, na questão de rebalanceamentos não podemos ignorar os custos. Uma solução é rebalancear o portfólio com novas contribuições (cash, ganhos realizados, reinvestimentos de dividendos ou juros recebidos) e evitar os custos acrescidos nas operações de resgate.   Para muitos investidores o rebalanceamento é contraintuitivo e emocionalmente difícil de gerir. Contudo, seguir a alocação tática delineada para o seu perfil de risco é essencial. Em suma, porque é que o rebalanceamento faz sentido? Gestão de risco; Decisões Anti Cíclicas; Disciplina   Na Golden Wealth Management, em função do seu perfil, desenhamos a solução ideal para o seu portfólio. A alocação da Golden preocupa-se em maximizar a rentabilidade total de um portfólio diversificado, garantido uma gestão de risco transparente, adequada ao seu perfil de investimento. A alocação tática assume a alocação estratégica, mas ajusta regularmente o portfólio para fazer face às mudanças das condições de mercado, previsões e convicções.  

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Filosofia de Investimento - Value Investing

14/03/18


SPIN: Sistema de Património Integrado - Golden Wealth Management

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Talent Week - Golden Wealth Management