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Insights de Mercado

O papel dos algoritmos na transacionalidade dos mercados

4 minutos de leitura

20/11/18

Verdadeira liquidez ou miragem?   Um algoritmo, pode, de uma forma simples ser definido como um conjunto de instruções formais para a resolução de um problema de forma sistemática. Nesse sentido, e tendo em conta o carácter repetitivo e estruturado dos mercados de capitais, a utilização de sistemas algorítmicos de transação representou um desenvolvimento natural à medida que as infraestruturas tecnológicas se foram tornando cada vez mais prevalentes no funcionamento e base dos mercados organizados.   Os sistemas algorítmicos de transação, inicialmente permitiram resolver o problema de colocação de ordens de grande escala por parte de investidores institucionais, já que podem possibilitar minimizar o impacto no mercado, o custo e o risco de execução das mesmas. O facto de estes sistemas, a partir da leitura de diversos dados de mercado, agirem de acordo com condições pré-estabelecidas significa execução de ordens de forma significativamente mais rápida que um agente humano, e facilmente se conclui que os volumes transacionados, no global, são tendencialmente superiores, gerando maior liquidez.   À medida que mais mercados eletrónicos foram sendo abertos, este novo paradigma abriu novos horizontes para modelos que explorassem estas diferentes condições de mercado, extrapolando o âmbito original da automatização de ordens. As grandes instituições financeiras mundiais criaram divisões específicas para desenvolvimento de estratégias de investimento ou transação com base em arbitragem de preços (exploração de ineficiências de preço entre mercados) e tendências de mercado.   Mercado Norte-Americano: Percentagem de volume transacionado via HFT (Algoritmos de Transação de Alta Frequência)     Embora apenas represente uma tipologia de sistemas, a tendência visível no gráfico, de aumento da preponderância dos algoritmos no volume total de transações, deveria representar um aumento da liquidez do mercado, no entanto o foco tem sido sobre estratégias de aproveitamento da vantagem de velocidade de execução sobre os agentes tradicionais de mercado.   Apesar de haver, no meio académico, alguma literatura que suporta o impacto positivo da introdução de algoritmos na liquidez dos mercados, temos vindo a assistir nos tempos recentes, a alguns movimentos de preços de grande amplitude, acompanhados de aumentos súbitos de volume, que não têm grande justificação em termos de fluxo noticioso. Em situações limite, o facto de estes sistemas estarem munidos destas vantagens (quer em termos de velocidade de análise, quer em termos de execução) significa que o potencial para, no caso de haver alguma modelação incorreta de alguma informação, ocorrer um movimento excessivo é expressivamente maior.   Ainda recentemente, houve dois momentos em que a ação dos algoritmos, foi apesar de “anónima”, perfeitamente percetível. Em fevereiro de 2018, a divulgação de uma série de dados de emprego, aliados ao receio de subida de taxas de juro por parte da Reserva Federal Norte-Americana, levou a que no dia 5 desse mês o Dow Jones tenha tido a maior queda intra-diária da sua história (fig.1). O facto de haver uma concentração elevada de capital em estratégias que estavam curtas em volatilidade (i.e. ganhavam com as quedas), transformou um mercado que estava calmo numa razia, muito devido à ação dos algoritmos, que inundaram o mercado com ordens de venda, acabando por alimentar adicionalmente o movimento descendente.     No início de outubro, num contexto de baixo fluxo noticioso e de poucos indicadores económicos que definissem uma tendência para  mercados, o receio crescente de subida de taxas de juro e do prolongamento das Trade Wars entre EUA e China, provocou um movimento de correção (fig.2), que pelo curto espaço de tempo em que ocorreu, violência do movimento, aumento súbito de volume e ausência de causa explícita indica ter sido exponenciado pela ação automática dos sistemas de transação algorítmicos.  Nestes momentos de stress, muitos sistemas “desligam-se” como forma de mitigar risco, retirando a liquidez que aparentemente era abundante, o que se traduz numa aceleração das quedas.   Todos estes avanços tecnológicos têm aumentado a velocidade, conectividade, alcance e complexidade dos mercados organizados, tendo, ao mesmo tempo, reduzido a sua “humanidade”. Os sistemas computacionais têm vindo a substituir progressivamente os humanos em muitas funções na área financeira, o que pode ser considerado como a “Robotização” da Indústria.  

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Insights de Mercado

Economia Partilhada: A Nova Dinâmica

5 minutos de leitura

06/11/18

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Princípios de Investimento

Erros a evitar na seleção de Fundos de Investimento

4 minutos de leitura

29/10/18

O mundo financeiro permite que os diversos intervenientes no mercado estejam expostos a uma enorme variedade de ativos mobiliários através de um conjunto de veículos financeiros, tais como os fundos de investimento. Normalmente, o objetivo de investir num fundo de investimento é o de obter um retorno que, depois de retiradas as comissões associadas, seja superior ao seu benchmark (índice de referência). De outro modo, qualquer investidor racional dirigirá o seu capital para um instrumento que apenas replique o comportamento do índice a custo baixo, como é o caso de um ETF (Exchange-Traded Fund).   Na pesquisa de determinado fundo, existe um conjunto de variáveis/estatísticas que se deve ter em conta. Todavia, alguns desses pontos acabam por ser negligenciados na tomada de decisão na medida em que existe uma tendência de simplificação, isto é, incidir apenas sobre o historial de sucesso do gestor do fundo. Entre este e outros erros que devem ser evitados, destacamos os seguintes:   Seleção baseada exclusivamente nas rentabilidades históricas: Em qualquer documento de informação fundamental ao investidor aparece a seguinte expressão: “Rentabilidades passadas não são garantia de rentabilidades futuras”. Apesar de ser uma constatação óbvia, existe uma tendência quase intuitiva de nos focarmos nesta variável. Ora, se o gestor já provou ser bom no passado, por que razão não o será no futuro? Infelizmente, a realidade demonstra-nos que a probabilidade de encontrar gestores que consigam superar de forma sistemática o seu índice de referência é inferior a 10% num período superior a 5 anos. Este aspeto pode ser justificado pela teoria da reversão para a média onde se afirma que empresas com retornos elevados atraem competição que, por sua vez, diminui os resultados das empresas que já existem no mercado. Como consequência, a cotação da ação acaba por, ao longo do tempo, refletir esse evento (queda das ações).     Seleção sem considerar o horizonte temporal de investimento: A escolha deve ser realizada de acordo com os objetivos que se pretendem atingir. Um fundo de ações, por exemplo, é considerado arriscado pela sua natureza de maior volatilidade, porém, se o horizonte temporal é de vários anos, talvez seja a escolha mais acertada. Se optarmos por outra classe de ativos como obrigações ou liquidez, o objetivo de investimento poderá ser diferente. O importante a reter é que metas de curto (longo) prazo devem ser preenchidas por instrumentos financeiros também de curto (longo) prazo.   Ignorar a política de investimento: Qualquer fundo tem uma finalidade cujo gestor tem o dever de respeitar, e que está incluído em documentos como a Factsheet e o KIID (Documento de Informação Fundamental ao Investidor). As linhas de pensamento do investidor e do gestor devem estar alinhadas. Para facilitar, existem determinadas expressões que aparecem frequentemente em fundos com certas características. A título de exemplo, num fundo de ações, é comum ver-se na descrição da política de investimento a seguinte expressão: “Gerar apreciação de capital a longo prazo”. Aliás, até observamos outra nota referente ao período de investimento recomendável: “superior a 3 anos”. No entanto, apesar da pertinência destes princípios elementares, revelam-se ainda assim insuficientes para conhecer com rigor a política seguida pelo fundo/gestor.     Não considerar investimentos redundantes: De um modo geral, os investidores detêm em carteira mais do que um fundo de investimento. Como tal, o carácter de diversificação não estará presente se esses fundos detiverem os mesmos ativos em carteira. Ou seja, a subscrição de vários fundos não implica necessariamente maior diversificação para o portfólio. É crucial decompor o mesmo para perceber o seu cerne e, assim, evitar maior risco, sem que o investidor esteja ciente desse facto.     Excluir o valor total das comissões: A taxa global de custos é deduzida na rentabilidade do fundo e inclui a comissão de gestão, a comissão de depósito, a taxa de supervisão e outros custos operacionais, sendo que exclui os custos de transação. A longo prazo apresenta um elevado impacto na rentabilidade da carteira. Tal como afirmou Warren Buffet: “o desempenho vai e vem. As comissões nunca desaparecem”.       Conclusão Sugerimos que esta checklist seja analisada com cuidado antes de decidir alocar o seu capital. Os fundos de investimento são uma boa forma dos investidores construírem a sua carteira, mas não estão completamente isentos de riscos. A fim de garantir que se escolhe o instrumento correto, os investidores devem prestar atenção ao cumprimento da sua política de investimento, aos procedimentos de gestão de risco, ao posicionamento histórico para verificar coerência, e à causa da performance para averiguar se os retornos passados são resultado de gestão ativa ou incremento de risco.    

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